
never smile at a crocodile
Pretty red dress, oh my thougths I confess, verge on dirty. Oh, come on, Eileen!
Funeral Dress- I’m in love with Oi!
Enquanto os soldados da costa, juntos dos seus, mais inexperientes, corriam ao encontro do terceiro homem com a armadura de ferro, Rebecca afastava um tanto, jogando-se na rua de terra. Queria ter os seguido, para dar algum tipo de apoio, mas a perna que havia sido altamente ferida “gritava” mais alto. Esta então encolheu-se em um alto brado de dor, abraçando os joelhos e abaixando a cabeça. Tinha que tirar todos daquele local antes que os nazistas resolvessem atacar novamente. Não estariam preparados para mais um confronto daqueles. Pegou então o walk-talk e comunicou-se com a costa. Mandou que reforçassem as proteções junto à costa. Deveriam ser rígidos e reforçar também a proteção aérea, pelo fato de que bombardeios poderiam ser evidentes, já que aqueles que aconteceram junto à pequena cidade, seriam apenas testes. Pediu então que mandassem a balsa de volta, para evacuar os soldados que ainda batalhavam contra aquele falso gigante. Nisso falou o último câmbio e desligou. Contorceu-se em mais um grito, e lágrimas rolaram por seu rosto. Arrastou-se ao outro lado da rua e foi vagarosamente ao encontro do embate que acontecia ao terceiro nazista. Não chegaria a tempo de ajudar, mas sim, queria ver a desenvoltura dos soldados em batalha. Esta precisaria arrecadar mais soldados e treiná-los logo. Mas para isto precisaria da colaboração dos habitantes da cidade, que precisariam de gana o suficiente para reconquistar sua cidade amada. Dava gritos e gemidos de dor ao arrastar-se, mas seus objetivos eram maiores do que qualquer “dorzinha”.

Carta para uma menina supostamente “feia”.
Dói, né? Eu sei que dói… Ver todas aquelas meninas com corpo e cabelos perfeitos, chamando a atenção de todos ao redor, enquanto caminham oferecidamente. O rosto coberto por quilos e mais quilos de maquiagem - será que ninguém vê? As unhas impecáveis, enquanto as suas estão quebradas. Eu sei como é. Olhar-se no espelho e não querer acreditar no que vê. Achar defeitos em cada centímetro de seu corpo. Ver seus cabelos armados, suas olheiras ressaltadas, sua pele manchada e seu corpo sedentário, e querer desaparecer. Também sei como é se sentir inútil, desprezada, tola e incompreendida. Eu sei, eu sei. Dói. Mas sabe de uma coisa? Você, no seu pior dia, é muito melhor do que todas aquelas garotas manequins, juntas. Pois você é única. Você é uma combinação exclusiva de DNA. Uma combinação exclusiva de naturalidade, força, solidariedade e sinceridade. Sabe o quanto exige ser você mesma? É infinitamente mais fácil adequar-se ao padrão da sociedade, ser mais um boneco; pois não é necessário fazer decisão alguma. As palavras, já estão programadas, as ações estão estabelecidas. Mas aquelas meninas perfeitas, já não sabem mais quem são; com sorrisos falsos e palavras artificiais. Tudo o que você precisa ser, está aí dentro. Chama-se beleza interior. E se você não for você, então quem você será?